sábado, 8 de setembro de 2018

Cartas a meu Pai - 7




Querido Pai,
Eu não tenho escrito nada, a não ser relatórios e projetos de pesquisa, às vezes um artigo acadêmico. Hoje mesmo, ao caminhar, me lembrei que esqueci que escrevo também por prazer, que gosto disso e que não estou dando a devida atenção para esse fato. 

De certa forma isso me entristece. Tem horas que tenho umas idéias legais, mas como já disse anteriormente, se perdem no vento. Quantas cartas já me passaram por minha cabeça e eu não as escrevi. Quantas vezes recebo  lembranças que deveriam estar sendo registradas aqui, pois me comprometi a  escrever para você, mas elas não se concretizam.

Hoje mesmo eu estava pensando, puxa está na hora de priorizar, andar com uma cadernetinha na bolsa e escrever meus insaites,  recordações, fatos vividos e temas que gostaria de desenvolver. E me disciplinar pra isso. 

Só porque a internet não está funcionando, resolvi dar uma pesquisada em meu computador, já que estou de férias e reler essas cartas. E gostei do que li, me trouxe um contentamento, mesmo porque percebi quanto eu cresci nesses anos, quantas mágoas e ressentimentos foram dissolvidos e quanta coisa boa eu tenho para lhe falar! 

Mesmo trabalhando eu poderia me dedicar, pelo menos ma hora por dia, à escrita. Até meu diário foi deixado de lado! Outro dia recebi um email de uma amiga de Natal  que fazia um balanço sobre sua produção  anual e nossa! Fiquei muito admirada, que escritora incrível, como produz,  livros, crônicas, poesias, artigos, blogs. 

Nem preciso dizer que me perguntei porque não faço o mesmo, pois sinto em meu peito essa ânsia, está mais do que na hora de colocar para fora.
Então meu Pai, pensei em voltar a escrever para você. 

Em meu trânsito astrológico desse ano, está dito que voltarei várias vezes ao passado para ressignificá-lo. Minha vida com você, essa é a primeira função, a mais básica. Irei ressignificar o passado, para estar cada vez mais no presente.

Com amor, de sua filha.



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